Rafa Dias responde: a internet vai matar a televisão?

17 de maio de 2016

Vlog a internet vai matar a televisão

O vídeo do Programa de 1 Cara Só de hoje é um pouco diferente. Rafa Dias faz o primeiro vlog do canal para responder a pergunta que não quer calar: a internet vai matar a televisão? O criador de conteúdo lança sua opinião sobre a polêmica, abordando o crescimento dos serviços de streaming e crise da audiência das emissoras.

Formado em Televisão e Cinema, Rafa Dias relembra que a questão não é nova. Quando a televisão surgiu, perguntava-se se seria o fim do rádio, mas as duas mídias passaram a dividir espaço. Com a expansão do acesso à web e popularização dos smartphones, fica a dúvida se a internet vai matar a televisão. O processo deve se repetir: a televisão não vai deixar de existir, mas vai perder relevância para internet, que só cresce.

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Rafa Dias começou a perceber este cenário quando trabalhava na MTV e assistia o conteúdo que produzia pela internet. Poucos anos depois, a emissora fechou. De lá para cá, o consumo de vídeo online só se intensificou. Desde 2013, o smartphone é a principal tela dos brasileiros, sendo o dispositivo de origem de 70% do tráfego dos vídeos na internet.

Hoje, os influenciadores digitais possuem 25% mais aceitação do público em campanhas publicitárias do que celebridades da mídia tradicional. Estes sucessos da internet estão pautando a televisão, como a Jout Jout, a Lorena do Careca TV e muitos outros youtubers, instagramers e snapchaters, cada vez mais presentes em programas como o Encontro com Fátima Bernardes.

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O que era horário nobre da televisão aberta, hoje já pode ser considerado horário nobre da internet. Rafa Dias traz o exemplo do Netflix, que, nos Estados Unidos, tem pico de audiência por volta das 21h e busca melhorar seus servidores para poder atender a demanda. No Brasil, o consumo da plataforma ainda não chegou neste nível, mas poderia até ser maior se houvesse disponível conteúdo dublado, preferência da população em geral no país.

Enquanto o entretenimento deve migrar cada vez mais para serviços de vídeo sob demanda, na televisão ainda deveremos continuar vendo coberturas ao vivo, como de grandes tragédias, e eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Mas até a programação em tempo real da televisão está buscando audiência nas redes sociais, fazendo uso de recursos como hashtags na tela durante a programação.

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Rafa Dias destaque outro diferencial da internet: na rede, quem decide qual conteúdo é válido é o usuário, assistindo, curtindo e compartilhando o que acha interessante. Nas emissoras, tudo que é produzido é filtrado por vários diretores de diferentes hierarquias, sendo decidido internamente o que pode e o que não pode chegar até o público. Enquanto isso, na mídia online qualquer um pode criar conteúdo e é a audiência quem dá a relevância e coloca os criadores em destaque. Ou seja, na internet, além da interação e participação, é o público quem tem o poder de decisão.

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